Quando pensamos em falar de carreira, grandes temas podem ser levantados e todos merecem ser discutidos. Por isso, optamos aqui por abordar, em linhas gerais, as principais pressões e tendências que devem ser consideradas ao se tomar decisões sobre a sua carreira ou ainda, para procurar a melhor orientação para nossos filhos.
Devo investir mais na formação ? Até quando serei importante para o mercado, garantindo a chamada "empregabilidade" ? Porque é tão difícil encontrar emprego ? Por que tenho que trabalhar tanto para receber o mesmo de antigamente ? Como devo orientar meus filhos sobre carreira ? Qual o tempo ideal de permanência numa empresa ? Devo permanecer na empresa ou buscar outra oportunidade ? Todas essas dúvidas, em maior ou menor grau, aparecem nas discussões dos brasileiros e dos profissionais de todo o mundo ocidental. Ao procurar as respostas, é importante discorrer sobre alguns temas principais, que são enumerados abaixo:
Vivemos um tempo de transição, em que somos educados para respeitar horários, sermos obedientes e pouco criativos - ao mesmo tempo em que o mercado de trabalho nos solicita talentos de empreendedor e flexibilidade. O momento de transição faz com que possamos ainda encontrar indivíduos buscando especialização técnica e desenvolvendo boas carreiras, com possibilidade de acumular riquezas para a aposentadoria e melhores oportunidades de assistência médica e educação para si e sua família, ao mesmo tempo em que profissionais com trajetória semelhante passam anos sem encontrar colocação, e sejam submetidos a profundas privações e estresse. É difícil saber como proteger-se e a dúvida muitas vezes paralisa o profissional.
As condições sistêmicas descritas acima têm impacto sobre todos os profissionais, estejam eles desempregados ou empregados. Estávamos desarmados para lidar com essa mudança nas relações de trabalho. No entanto, sempre há o que fazer, e podemos identificar algumas tendências claras, que sempre valem a pena.
Há uma tendência clara pela terceirização, com o aparecimento das chamadas empresas virtuais. Essas empresas concentram para si atividades como marketing e finanças e contratam outras organizações para todas as outras atividades - desde a produção até recursos humanos. Nas prestadoras de serviços que estão a volta da empresa virtual, o vínculo entre o profissional e a empresa é da consistência do contrato de terceirização. Ao terminá-lo, você talvez tenha que mudar de emprego. Portanto, não há mais nada de pejorativo em mudar de emprego com alguma freqüência, desde que isso ocorra pela migração do trabalho. O que pode ser considerado negativo são as mudanças motivadas por problemas de adaptação, ou desmotivação. Você pode querer virar a mesa algumas vezes, mas se isso se tornar rotina, seu problema pode não estar no trabalho.
Em suma, grandes mudanças estruturais estão tomando passo. A adaptação a essa nova situação é muito difícil, mas necessária. Ela oferece grandes oportunidades de desenvolvimento, ou pode representar grandes injustiças. Não discutimos aqui se essas mudanças são justas ou não - de qualquer forma, a solução passa pela compreensão e análise crítica desse momento de mudança por que passa nossa sociedade e essa é uma análise feita em conjunto, com bases democráticas. As linhas de ação sugeridas são caminho relativamente seguro, mas sabidamente difíceis de trilhar. Você não pode delegar a responsabilidade de decidir trilha-lo ou não para outros, sob pena de chegar a um desfecho de carreira indesejado.
É Psicólogo pela PUC-SP, Mestre em Psicologia Social e do Trabalho pela USP – reconhecido especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho pelo Conselho Federal de Psicologia.
É membro da diretoria e Coach certificado pela ABRACEM – Associação Brasileira de Coaching Executivo e Empresarial, e filiado à WABC – Worldwide Association of Business Coaches.
Autor do romance "Aprendi a me Amar" (clique aqui) com mensagem sobre auto-desenvolvimento e fortalecimento da auto-estima.
Tem experiência com trabalhos de revisão de estruturas de cargos e definição e avaliação de competências em empresas nacionais e multinacionais de diferentes portes e segmentos – sempre em acordo com as mais severas normas de qualidade. Sua dissertação de Mestrado é sobre o uso de métodos de avaliação de desempenho.
Realiza atividades de avaliação de Perfis individuais e em grupo para fins de seleção, análise de potencial e orientação de carreira, utilizando-se principalmente de entrevistas e das ferramentas:
Teoria de W. M. Marston - com 7 anos de experiência na avaliação de relatórios individuais e de equipes, formou em treinamentos reconhecidos mais de 180 profissionais de recursos humanos, tendo inclusive contribuído para o material de formação utilizado pela Thomas International.
MBTi – Myers Briggs Type Indicator, sendo certificado pela IDH para aplicação e ensino dessa ferramenta de perfil focada no desenvolvimento, desde 2004.
É docente no MBA em gestão de Pessoas da FGV-Management, do MBA em Gestão Empresarial da FEA-USP de Ribeirão Preto, e da Pós-graduação da POLICAMP
Associação Brasileira de Coaching Executivo e Empresarial
Worldwide Association of Business Coaches
Vinicius Guarnieri - autor e palestrante